Tratamento de Esgoto - ETE

 

A ETE - Estação de Tratamento de Esgoto de São José do Rio Preto ocupa uma área de 27,7 alqueires, na confluência do rio Preto com o córrego São Pedro, na rodovia Délcio Custódio da Silva, quilômetro 4,5, vicinal que liga a Ipiguá. No total, são 435,6 mil metros quadrados de área destinada ao reflorestamento, à proteção ambiental e aos tanques. A capacidade da Estação é de tratar até 1,094 mil litros por segundo. A média atualmente tem sido de 1,050 mil litros por segundo. E a eficiência obtida ultrapassa os 98%, em todos os itens, inclusive no que se refere ao grau de pureza da água que é devolvida ao rio.


A ETE Rio Preto se tornou, desde que entrou em operação definitiva, em setembro de 2010, uma referência em parâmetro de qualidade de tratamento de esgoto, inclusive internacional, e tem recebido visitas de técnicos e operadores de estações de outros pontos do País e de multinacionais interessados em conhecer os métodos adotados no município.


• Visualizar o folheto da ETE - Estação de Tratamento de Esgoto de São José do Rio Preto

 

  • * assista o vídeo sobre o tratamento de esgoto da ETE Rio Preto  
     

 

 

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Para Entender o Tratamento de Esgoto
O que é esgoto?

Esgoto é aquela água que já foi usada e, por causa disso, sofreu alguma alteração de suas características naturais. Ela pode ter sido utilizada em casa, no comércio ou por uma indústria. Em casa, o esgoto é a água que desce pelo ralo ou pelo vaso sanitário. É a água que foi usada para lavar roupa ou louça, no banho, na descarga do banheiro ou na pia, por exemplo. Se não for tratado adequadamente, o esgoto se torna um perigo ao meio-ambiente, além de ser fonte de doenças.

Esgoto é lixo?

Quais cuidados devemos ter com a rede? Esgoto não é lixo. É muito importante entender essa diferença. Não se deve jogar pelo ralo ou pelo vaso sanitário o que deveria ser colocado no lixo. Não jogue no vaso sanitário: objetos como absorventes higiênicos, trapos, sabonetes, calcinhas ou cuecas, preservativos e fralda descartável. Objetos menores, como fio dental e cotonetes, não devem ser jogados nem no vaso, nem na pia do banheiro. Não jogue na pia da cozinha: restos de alimentos, pó de café ou folhas de chá, escamas de peixe, pele de galinha, palitos de fósforo, caroço de azeitona, casca de cebola e nem mesmo restos de gordura usada em frituras. Para onde vai o esgoto? Ele ainda cai no rio ou no córrego?

Em Rio Preto, quase todas as casas têm rede de coleta de esgoto, uma tubulação por onde vai embora a água que foi utilizada. Em toda a cidade, foram construídos interceptores de esgoto, tubos que levam a sujeira até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Assim o esgoto não cai mais em rios e córregos.

E a água das chuvas, vai junto?

Não. A água das chuvas deve seguir por uma tubulação diferente da utilizada pelo esgoto, que, como já foi dito, é coletado por interceptores e levado para a ETE. Se a água pluvial (da chuva) cair na rede de esgoto, há sério risco de, em caso de chuva, haver refluxo no vaso sanitário ou nos ralos. Por outro lado, se o esgoto for despejado nas galerias pluviais, ele não vai para a Estação de Tratamento e ainda acaba sujando rios e córregos, que é para onde a água da chuva é levada.

O que é tratamento de esgoto?

Tratar o esgoto é limpar a água de toda carga orgânica — e no caso de algumas indústrias, da carga química — que ela recebeu ao ser usada e devolvê-la à natureza limpa, com características muito próximas de quando ela foi captada. Mais importante que isso é permitir que os cursos d'água mantenham condições de abrigar e desenvolver vida. O tratamento pode ser feito de várias maneiras, com diferentes graus de eficiência. O tipo de tratamento deve ser escolhido de acordo com as características da cidade, do esgoto que chega à estação e do local onde a água resultante do processo será lançada.


Como é feito o tratamento em Rio Preto?

Em Rio Preto, o tratamento é feito na ETE, que fica no norte da cidade, perto do município de Ipiguá, a lado da confluência do córrego São Pedro com o rio Preto. A Estação utiliza múltiplos processos para obter 98% de eficiência, após seis etapas de tratamento, ou seja: 98% da sujeira é totalmente retirada da água. Para saber mais, leia o panfleto ou assista ao vídeo.

Então, por que tratar o esgoto?

Em primeiro lugar, a coleta e o tratamento de esgoto têm forte impacto na melhoria da saúde e do bem-estar da população. Como já foi dito, o esgoto não tratado é fonte de várias doenças. A Funasa (Fundação Nacional de Saúde) estima que, para cada R$ 1 investido em saneamento, há uma economia de R$ 4 na área de medicina curativa.

Por outro lado, existem fortes benefícios ao meio ambiente, com a recuperação dos rios e córregos, dando condições para que a vida animal e vegetal se desenvolvam. Outra vantagem é o controle da produção de gás metano, que é queimado na Estação. No processo, é liberado gás carbônico, que é 20 vezes menos poluente. Com isso, a cidade ainda ganha créditos de carbono, certificados que podem ser comercializados no mercado internacional e trazer mais recursos. Indiretamente, há ainda outros efeitos positivos do tratamento de esgoto, como a dinamização da economia e a geração de empregos. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) calcula que, para cada R$ 1 milhão investido em saneamento, são gerados 30 empregos diretos e 20 indiretos.
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